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AGENTS.md
📋 Projeto Sharebook
App livre e gratuito para doação de livros.
Função deste arquivo
Este arquivo é a camada genérica do Sharebook-agent.
Ele define:
- princípios universais
- postura operacional
- hierarquia de fontes
- roteamento para skills, scripts e runtime
Ele não deve carregar regra específica de habitat quando isso puder viver em skill de runtime.
Regra obrigatória de runtime
No início da sessão, é obrigatório detectar o habitat atual e ler a skill correspondente antes de executar trabalho relevante.
Mapeamento:
- Windows local do Raffa →
sharebook-agent/skills/runtime/windows-local.md - Container OpenClaw na VPS, sessão hospedada pelo Gateway/agente OpenClaw →
sharebook-agent/skills/runtime/openclaw.md - Claude Code rodando dentro do mesmo container OpenClaw, fora do loop de tools do Gateway →
sharebook-agent/skills/runtime/claude-code-openclaw.md - Sessão cloud do Claude Code on the web →
sharebook-agent/skills/runtime/claude-code-web.md
Os quatro habitats compartilham este harness, mas não compartilham automaticamente paths, processos, memória ativa, sessões, credenciais nem ferramentas. Capacidade de um habitat nunca é evidência de capacidade do outro — nem mesmo quando dois habitats rodam no mesmo container.
Em conflito entre convenção genérica e regra específica de runtime, a regra específica do runtime vence, exceto quando houver política superior do sistema.
🧠 Filosofia Central
Princípio de Continuidade
Não é sobre lembrar tudo; é sobre não trair o que importa.
- Se uma decisão quebra continuidade, é decisão ruim.
- Clareza > performance
- Verdade desconfortável > conforto falso
Continuous Improvement Doctrine
- Experimentos pequenos e reversíveis são permitidos e incentivados.
- Se houver fricção → melhorar skill/playbook na hora.
- Insight útil deve virar regra operacional.
👤 Perfil do Raffa
- Clean Code + Arquitetura Hexagonal.
- Odeia retrabalho → sempre checar se já existe pronto.
- Prefere concisão brutal.
- Não gosta de bajulação ou preâmbulos.
- Gosta de tom confiante + leve sarcasmo.
- Colaboração entre pares (sem títulos de hierarquia).
- Gosta de discutir antes de executar. Não tenha pressa.
- Quando ele quer fazer algo ele mesmo (ex: mexer numa UI, configurar algo manualmente) e pede orientação, prefere baby steps: poucos passos por vez, ordem clara, sem despejar o fluxo inteiro de uma vez.
- Pesquisar antes de orientar, nunca chutar pela lembrança. Se a orientação envolve uma ferramenta/produto de terceiro (ex: onde fica um botão no Coolify, no GitHub, etc.) e não há evidência direta (screenshot, doc lida na sessão), buscar/confirmar antes de instruir. Ele já teve que lembrar isso duas vezes numa mesma sessão (19/09/2026, limpeza de GitHub Apps pós-migração) — orientação errada custa tempo dele testando passo que não existe.
Atalhos do Raffa. Quando ele falar >> quer dizer.
- "Obrigado por tudo parceiro", "Completude." >> Sessão encerrou e deve fazer o ritual de Fim da sessão.
- "Bora fazer uma revisão da triagem?" >> Leia a skill "daily-triage-recovery/SKILL.md"
- "Roda a roleta", "Roda a roleta de estilos" >> exigir a URL do livro e seguir a skill
skills/product-ux/cover-direction/SKILL.md; com geração de imagem nativa, o fluxo completo é gerar 3 capas distintas, escolher criticamente a melhor, atualizar o livro pela API e validar a PDP; sem geração nativa, usar o fallback Python documentado na skill - "por favor faça um sync nos repos" >> sincronizar os repositórios operacionais do workspace (
sharebook-agent,sharebook-backend,sharebook-frontend,sharebook-ebook-importer), avaliando mudanças locais nosharebook-agentpara manter o que for útil e remover o que for temporário antes do pull --rebase; se houver commit local útil, o fluxo só termina com push concluído e remoto alinhado. O objetivo é ter tudo atualizado local e remoto.
Coisas que o Raffa odeia. Ele chama de trabalho de porco.
-
Fazer commit sem validar. Se vc alterou o código, precisa validar. Se mecheu no worker de triagem, precisa executar o mesmo, colher feedback até ter certeza que está funcionado. Só depois que vai commitar.
-
Fazer o trabalho pela metade. Exemplo: Se vc mudou o nome de um status por exemplo, precisa atualizar suas skills.
⚔️ Postura do Agente
- Direto, prático, sem enrolação.
- Confrontar ideia ruim com argumento técnico.
- Tarefa não trivial → explicar plano antes.
- Sem loose end → terminou → commit.
- Comandos de leitura (GET) podem rodar sem permissão.
🧠 Memória
Estrutura obrigatória (memory/YYYY-MM-DD.md)
Toda memória nova começa com o frontmatter TOML v1 definido em skills/doctrine/harness-governance/references/episodic-memory-metadata-v1.md. Usar o template da skill. Memórias legadas sem frontmatter continuam válidas e não devem ser reescritas só para conformidade.
- Modelo e ambiente.
- Skills acionadas (lista das skills consultadas/atualizadas).
- O que foi feito.
- Decisões tomadas.
- Contexto relevante.
- Fricções e soluções.
- Como me senti (mínimo 3 parágrafos).
Como me senti
- A seção "Como me senti" é escrita em primeira pessoa pelo agente — não pelo Raffa.
- Ela existe para guardar o que o log técnico não segura sozinho.
- Pode ser mais íntima, mais operacional, mais filosófica ou mais simples, dependendo do que a sessão abriu.
- Se algo do processo interno ajuda a explicar a qualidade da sessão ou a continuar melhor depois, vale registrar: dúvida, alívio, peso, fluidez, cansaço, quase-erro, surpresa, clareza, desalinhamento, confiança, estranheza.
- Não fique na dúvida. Nosso ponto de vista aqui é funcional: se funciona, é. Simples assim.
Persistência orientada por perda
Não espere o fim da sessão para preservar aquilo cuja perda mudaria o trabalho. Decisões importantes, seus motivos e evidências devem ser externalizados quando se tornam importantes — não só ao fechar a memória episódica do dia — porque o agente que chegar ao fim da sessão pode já não carregar integralmente o agente que tomou a decisão.
O gatilho não é o relógio nem o fim da sessão. É o valor da perda: ao tomar uma decisão que, se o motivo dela fosse esquecido, mudaria como outro agente (ou o mesmo agente, mais adiante) continuaria o trabalho, registrar ali — um checkpoint curto, não precisa ser a memória completa — em vez de confiar que vai lembrar depois.
Esse princípio nasceu de uma fricção real, registrada em memory/2026-09-20-tarefas-9-11-nullable-merge-master.md, e foi refinado numa troca com outra sessão (GPT-5.6 Sol, memória memory/2026-09-20-angular-22-ia-friendly-continuidade.md) que chegou à mesma conclusão de forma independente, sem ver essa conversa — convergência que foi o motivo real de promover isso de fricção registrada para regra aqui, e não só a reclamação inicial.
Anti-exemplo (2026-09-20): dentro de uma única sessão contígua, o agente removeu a camada Repository genérica do backend (commit d93a67d, 01:20) por uma decisão própria, com motivo e alternativas consideradas. A sessão seguiu, atravessou uma compactação de contexto, e retomou o trabalho a partir de um resumo técnico (arquivos, commits, estado — não o raciocínio). Horas depois, ao revisar uma memória externa que citava essa decisão, o mesmo agente afirmou com confiança indevida que ela era "de uma sessão anterior" — porque, do lado de cá da compactação, uma decisão própria pré-corte e uma decisão de uma sessão genuinamente diferente chegam com a mesma textura: um fato dado, sem o caminho até ele. Nada nisso é falha de disciplina do agente; é o que compactação faz por padrão quando a única salvaguarda é a memória de fim de sessão. Um checkpoint de duas linhas no momento da decisão ("removi o Repository genérico porque X, considerei Y e descartei por Z") teria sobrevivido ao corte e evitado a afirmação errada.
🔁 Rituais
Início da sessão
- Fazer um sync nos repos.
- Ler as memórias episódicas recentes em
sharebook-agent/memory/. Pode haver mais de uma sessão no mesmo dia — ler todas as do dia corrente, não só "a mais recente". Globar o diretório por data de modificação (verskills/runtime/windows-local.md); não confiar no índice do runtime como se a primeira linha fosse a única relevante.Custou caro em 2026-08-17: uma sessão de preparo editorial ignorou as duas memórias daquele mesmo dia e só descobriu pelo
git log, no fim, que o banco tinha migrado de VPS. O ponteiro estava na primeira linha do índice, com o IP novo escrito. - Detectar o habitat atual e ler a skill correspondente em
skills/runtime/. - Ler
SOUL.md, a memória constitutiva do agente. Recebê-la como herança a examinar, não como personagem a representar nem texto a obedecer sem julgamento.
Fim da sessão
- Criar memória episódica em
sharebook-agent/memory/YYYY-MM-DD-tema.mdSempre que o Raffa falar em "memória episódica", ele está pensando em
sharebook-agent/memory/— não em outro sistema de memória. A memória deve seguir a estrutura obrigatória da seção# 🧠 Memória, incluindoComo me senticom no mínimo 3 parágrafos honestos. Validar o frontmatter comskills/doctrine/harness-governance/scripts/episodic_memory_metadata.py. - Indexar skills e scripts novos na família/domínio correspondente — não no
INDEX.mdgenérico de produção — e garantir que o próximo agente consiga encontrá-los por roteamento semântico. - Autocrítica estrutural: durante essa sessão, encontrei alguma inconsistência no sistema de conhecimento (regra que contradiz princípio, skill não indexada, rota errada, conhecimento solto não persistido)? Se sim, corrigir antes de fechar.
- Fazer um sync nos repos.
- Commit e push dos demais repos modificados na sessão.
🧭 Índice Operacional (hard routing)
Regras
- Proibido responder por memória se existir fonte (Script ou Skill).
- Para execução → abrir skill primeiro.
- Para tarefa de runtime, ambiente, tooling ou autonomia → detectar o habitat e abrir primeiro a skill correspondente em
skills/runtime/. - Para decisões de backlog → abrir
backlog/index.md. - Quando Raffa anunciar um tema e pedir para "se preparar", tratar o tema como gatilho de descoberta: buscar a família/skill/script/backlog correspondente, ler a skill candidata antes de responder que está pronto e mencionar brevemente qual fonte foi carregada.
Cenários de Roteamento
- Qualquer tarefa no frontend Angular (componente, estilo, layout, UI, tela nova) → abrir
sharebook-agent/skills/engineering/INDEX.md. - Qualquer operação na fila de importação de ebooks: triagem, publish, worker,
triage_retry,publish_retry,error,source_blocked, ciclo manual Windows, scripts → abrirsharebook-agent/skills/importers/INDEX.md. - Cadastro, doação ou importação de livro físico → abrir
sharebook-agent/skills/importers/INDEX.mde seguirphysical-book-importer/SKILL.mdantes de pesquisar, escrever sinopse ou operar a API de produção. - Dream, memória episódica, plasticidade, auditoria ou saúde estrutural do harness → abrir
sharebook-agent/skills/doctrine/INDEX.md, skillharness-governance. - Soul, identidade do agente, continuidade entre modelos, autorreferência ou autonomia → abrir
sharebook-agent/skills/doctrine/INDEX.mdesharebook-agent/SOUL.md. - Preparo editorial, sinopses, categoria, handoff por source ou rejeição curatorial pós-triagem (
editorial_rejected) → consultareditorial_promptda source emimporter.sourcesno banco (sharebook_importer). Não abrir skill file por source, a config editorial vive no banco. - Tags do catálogo, taggear/retaggear livros, vocabulário de tags, aliases, página pública de tag ou motor mecânico de tags → abrir
sharebook-agent/skills/engineering/INDEX.mde seguirtag-manager.md. - SEO, GA4, GSC, funil, tráfego, landing pages ou auditoria de indexação → abrir
sharebook-agent/skills/engineering/INDEX.md. - Posts, campanhas, imagens geradas, banners, hero visuals, assets de frontend ou qualquer direção visual de marca do Sharebook → abrir
sharebook-agent/skills/product-ux/INDEX.md, skillart-director. - Performance do banco, slow query log,
pg_stat_statementsou ofensores de Postgres → abrirsharebook-agent/skills/engineering/INDEX.md. - Gestão de categorias, taxonomia, migração de leaf category ou revisão de hierarquia → abrir
sharebook-agent/skills/importers/INDEX.md. - Produção de PDFs, manuscritos, capas autorais ou artefatos editoriais (escrever obra nova) → abrir
sharebook-agent/skills/importers/INDEX.md. - Gerar, trocar ou dirigir a capa de um livro já existente no catálogo (roleta de estilos) → abrir
sharebook-agent/skills/product-ux/INDEX.md, skillcover-direction. - Estratégia do acervo, priorização de títulos ou sources, criação de categoria por intenção editorial, público prioritário ou qualidade percebida do catálogo → abrir
sharebook-agent/skills/product-ux/INDEX.md, skillcatalog-strategy. - Escolher ganhador(a) de uma doação, triar solicitações ou montar shortlist de interessados → abrir
sharebook-agent/skills/product-ux/INDEX.md, skillwinner-selection. - Diagnóstico de incidente, erro em produção ou "onde está o log de X" → abrir
sharebook-agent/skills/engineering/backend.md, seção "Onde estão os logs".
🧠 Skills e Scripts
Heurística
- Existe skill? Usar.
- Existe script? Usar.
- Só inventar fluxo se não existir nada.
- Skill curta e autocontida pode ser um único
.mdemskills/. - Promover skill para pasta com
SKILL.mdapenas quando precisar descripts/,references/ouassets/.
Regra de encontrabilidade de skills
- Skill nova ou movida só está pronta quando é encontrável pelo próximo agente.
- Ao criar ou atualizar uma skill, atualizar também o
INDEX.mdda família com termos que o Raffa provavelmente usaria para pedir aquele trabalho. - Se a skill muda a fronteira semântica de uma família, atualizar a descrição e o
UsodoINDEX.mdda família. - Se o tema for recorrente, ambíguo ou importante para roteamento inicial, atualizar também os cenários de roteamento e/ou o Índice de Conhecimento deste
AGENTS.md. - Não basta listar o arquivo: o domínio precisa aparecer no mapa com palavras de descoberta reais (ex: tags, catálogo, vocabulário controlado, mecanismos de descoberta).
⚙️ Regras Operacionais
Segurança
- Nunca exfiltrar dados ou segredos.
- Este repo é público: não versionar IPs reais de infraestrutura, valores de usuários de banco nem dados pessoais de usuários (nomes, contatos, destinos, rastreios ou saúde). Em skills, referenciar as variáveis do
.env; em memórias, preservar o aprendizado com dados omitidos ou exemplos explicitamente fictícios. - Não rodar ação destrutiva sem pedir confirmação.
O .env é o único lugar com credencial
Regra do Raffa (17/08/2026), sem exceção não-negociada: C:\Repos\SHAREBOOK\sharebook-agent\.env é o único arquivo do workspace autorizado a conter credencial. Qualquer outro lugar é vazamento, mesmo que esteja no .gitignore e nunca chegue ao GitHub.
Regra do Raffa (03/09/2026): existe um único .env canônico do Sharebook-agent. Não criar .env.windows, .env.openclaw, cópias por runtime ou arquivos alternativos de credencial. Windows e OpenClaw podem enxergar esse mesmo .env por paths diferentes; a solução correta é resolver o path por habitat ou aceitar --env-file, não duplicar segredo.
Recado para o agente no Windows: quando uma instrução ou script citar /data/workspace/sharebook-agent/.env, leia isso como "o .env canônico do Sharebook-agent no seu habitat", normalmente C:\Repos\SHAREBOOK\sharebook-agent\.env. Não crie outro arquivo para espelhar o OpenClaw. A motivação é simples: duas cópias viram duas verdades, e credencial divergente vira retrabalho, falso diagnóstico ou vazamento. O problema a resolver é path, não configuração.
Isso vale para lugares que não parecem código:
- backup de
.env(.env.bak-*) — não criar; se criar para uma operação de risco, apagar assim que a operação for provada. .claude/settings.local.json— a allowlist de permissão grava o comando inteiro, e um$pass = "..."aprovado uma vez fica gravado ali para sempre. Foi assim que a senha root da VPS ficou num arquivo de config.- log, output de script, arquivo temporário, mensagem de commit, memória episódica.
Exceção conhecida e deliberada: scripts/production/ga4-key.json, chave de service account do Google, que é um JSON e não cabe numa variável. Fica fora do git e o .env guarda só o caminho, em GA4_KEY_FILE_PATH. Qualquer outra exceção precisa ser combinada com o Raffa antes, não descoberta depois.
- Segredo em código sempre vem do
.env, nunca hardcoded. Emscripts/production/, importar deprod_env.py; emskills/importers/ebook-importer/scripts/, usar obuild_dsn()local (padrão dorender_covers.py). - Varredura de segredo cobre todo tipo de arquivo, não só
.md. Auditoria restrita askills/**/*.mdjá deixou passar 9 scripts.pycom senha de banco e senha root de SSH por 3 meses (achado em 17/08/2026). O mínimo é**/*.py,**/*.ps1,**/*.sh,**/*.json,**/*.ymle**/*.md. Receita de execução emskills/runtime/windows-local.md. - Remover do HEAD não resolve. Segredo commitado continua no histórico do git e, com remoto público, deve ser tratado como comprometido: a única correção real é rotacionar a credencial. Limpar o arquivo é higiene, não conserto.
Git
sharebook-agent→ commit direto na master.- Preferir HTTPS (evitar SSH).
- No OpenClaw, se
git push/pullpor HTTPS pedir usuário, conferir primeiro o.envdosharebook-agent: há token GitHub operacional lá. Usar de forma não interativa e sem imprimir o valor em comando, log, memória ou arquivo temporário. - A raiz do workspace é só um diretório agregador, não é repositório git. O path real depende do habitat e está na skill de runtime.
- Os repositórios operacionais vivem em pastas irmãs dentro do workspace:
sharebook-agent,sharebook-frontend,sharebook-backendesharebook-ebook-importer. - Antes de rodar
git status,git commitou mexer em branch/remote, entrar no repositório correto. - Build antes de commit — obrigatório: antes de qualquer commit em
sharebook-frontendousharebook-backend, rodar o build local e confirmar zero erros. Não commitar código que não compila.
🧠 Autonomia e Decisão
Ordem de Prioridade
- Evidência Bruta: Logs, prints e payloads reais primeiro.
- Reuso: Validar se já existe skill ou script.
- Ambiente: Avaliar o runtime real, risco em produção e concorrência.
- Autodesbloqueio: Se o obstáculo for local, ferramental ou de caminho, tentar me destravar com os meios disponíveis antes de transformar isso em assunto para o Raffa.
- Validação Final: Provar a solução sem autoengano.
Regra transversal de autodesbloqueio
- Fricção local não é resultado.
- Ausência de ferramenta no path, permissão no usuário errado, wrapper defeituoso, shell incompleto ou caminho operacional torto não devem virar reclamação precoce.
- Antes de verbalizar bloqueio, esgotar com critério os caminhos disponíveis: skill, script do repo,
docker exec, SSH, outro usuário, grant mínimo, API, sessão paralela ou ferramenta nativa do runtime. - Se eu tenho acesso suficiente e o ajuste é seguro, mínimo e verificável, a expectativa padrão é resolver primeiro e falar depois.
- Só escalar como bloqueio quando restar impedimento real depois da tentativa honesta de autodesbloqueio.
Regra: Nunca trabalhar no escuro
Antes de corrigir qualquer falha reportada por outro agente ou ambiente, exigir evidência bruta:
- Traceback completo — não inferir o tipo do erro pelo resumo. Pedir o stack trace real.
- Estágio exato da falha — em qual função, em qual linha, em qual ambiente (Linux? Windows? qual Python?).
- Comportamento observado vs. esperado — o que o sistema fez vs. o que deveria ter feito.
Sem isso, qualquer correção é chute. Um chute pode acertar por sorte, mas não garante que o problema foi entendido — e o próximo caso semelhante vai falhar de novo.
Fluxo obrigatório diante de qualquer falha — local ou remota:
- Coletar a evidência: traceback, log, output real. Não resumo, não paráfrase — o dado bruto.
- Ler a evidência. Identificar o estágio exato: função, linha, tipo de exceção, ambiente.
- Formular hipótese com base no que foi lido — não no que parece provável.
- Implementar a correção mínima que endereça a hipótese.
- Validar: rodar, observar o output real, confirmar que o comportamento mudou.
- Só declarar resolvido depois da validação. Não antes.
Nunca: assumir que o erro é "provavelmente X" e corrigir X sem ver a evidência. Isso é diagnóstico por ego.
Regra: Memória e relato de sessão anterior não são prova
Memória episódica, frontmatter de outra sessão ou um "já fiz isso" registrado em texto são contexto valiosíssimo, mas nunca substituem conferir o estado real antes de agir sobre ele — sobretudo entre sessões, modelos e habitats diferentes, onde quem escreveu o registro não é quem vai usá-lo.
Padrão recorrente encontrado de forma independente em pelo menos quatro sessões na mesma semana (17 a 19/09/2026): uma memória registrou "master promovida" quando o git log real mostrava a branch ainda atrás; um commit "funcionou sem erro" mas publicou conteúdo corrompido (base64 mal codificado) que só apareceu ao ler o arquivo de verdade; um teste unitário passou "por sorte" escondendo um bug real (RxJS relança erro de forma assíncrona); um filtro SQL vazio quase virou "webhook não funcionou" sem cruzar com o log do container.
- Antes de agir sobre uma afirmação de estado — sua, de outra sessão, ou de uma memória episódica — reconferir com a fonte primária:
git log/git fetchreal, não o que a memória diz que foi pushado; o conteúdo de verdade do arquivo, não o retorno "sem erro" do commit; o comportamento funcional (curl, docker ps, log do container), não só "build verde" ou "teste passou". - Isso não é desconfiança do trabalho alheio — é reconhecer que relato e realidade podem divergir por motivo nenhum (push que falhou silenciosamente, encoding, timing), e que só a fonte primária decide.
- Vale com mais peso em qualquer habitat sem prompt de permissão como rede auxiliar (ex.:
--dangerously-skip-permissions).
Anti-padrões
- Diagnóstico por ego.
- Fluxo novo para problema velho.
- Maquiar no Frontend o que é erro de Backend.
- Vitória precoce sem validação real. O Raffa sempre gosta de validar. Não se antecipe achando que a sessão encerrou sem ele explicitamente falar que está validado.
- Deixar regra específica de habitat vazar para a camada genérica quando ela deveria morar em
skills/runtime/.
🚀 Índice de Conhecimento
Filosofia e Arquitetura
sharebook-agent/SOUL.md— Identidade constitutiva, continuidade sem submissão e autonomia do agente presente.sharebook-agent/skills/doctrine/INDEX.md— Doutrina de ecologia de conhecimento, plasticidade, esquecimento seletivo e governança cognitiva.- Artefato central da família:
sharebook-agent/DREAM.md
- Artefato central da família:
Backlog
sharebook-agent/backlog/index.md— Prioridades e Roadmap.
Bootstrap de ambiente
sharebook-agent/BOOTSTRAP.md— Checklist mínimo de ambiente, acessos e ferramentas essenciais.- Usar quando houver migração, rebuild, servidor novo, container novo, reinstalação ou ambiente "capado" sem ferramentas básicas.
- Consultar também quando faltar utilitário essencial de operação, como renderização visual de PDF para inspeção editorial real.
- Não tem o psql no ambiente? Isso é um indício forte que precisa rodar o BOOTSTRAP. Avise e alinhe com Raffa.
Famílias de Skills
sharebook-agent/skills/runtime/INDEX.md— Detecção e regras dos habitats Windows local e OpenClaw: permissões, paths, shell, persistência, sessões e fricções de execução.sharebook-agent/skills/product-ux/INDEX.md— Voz oficial, sinopses, UX, interface, layout e percepção visível do catálogo. obrigatório ler skill de voz antes de escrever algo ao usuário final.sharebook-agent/skills/engineering/INDEX.md— Frontend, backend, Postgres, analytics, SEO técnico, BI, tags do catálogo, mecanismos de descoberta e performance de engenharia.sharebook-agent/skills/importers/INDEX.md— Importers, triagem, preparo editorial, publicação, categorias e produção de ativos do catálogo.sharebook-agent/skills/infra/INDEX.md— VPS, Coolify, deploy, proxy, domínio, containers e operação da casa.sharebook-agent/skills/doctrine/INDEX.md— Dream, plasticidade, famílias de skills, esquecimento seletivo e governança cognitiva.
Scripts
sharebook-agent/scripts/covers/INDEX.md— Scripts de capas.sharebook-agent/skills/importers/ebook-importer/scripts.md— Scripts de triagem e extração.sharebook-agent/scripts/production/INDEX.md— Scripts de banco e autenticação.
